
Carros Elétricos
VAI FALTAR GASOLINA?
Combustível subindo, governo desesperado, povo fazendo fila pra abastecer, tem posto faltando gasolina. E ainda tem o lance da greve dos caminhoneiros, trauma de 2018 que bate na porta. É mole? O que a gente fez pra merecer isso, né?
E sabe daquele ditado: enquanto um chora, o outro vende lenço? Pois é, essa crise pode ser a deixa que o sistema precisava: a explosão dos veículos elétricos. Não de fogo, to falando de vendas, valor de revenda, que vai impactar TUDO no mercado de novos e seminovos.
Fala a verdade: vídeo envolvendo gasolina, greve, carro? Três pelo preço de um. Fala se não vale o seu like. E a sua inscrição se você curtir também, claro, né?
——-
AS BOMBAS QUE GERAM CRISE NA BOMBA
Claro que você tá sabendo do conflito no Irã, né?

A crise da vez são os bombardeios atingindo as refinarias por lá, no Bahrein, no Kuwait, nos Emirados, na Arábia Saudita e no Catar.
E o Irã fechou o Estreito de Ormuz, que é basicamente uma “portinha” no mar por onde passava um quinto de todo o petróleo do planeta.
Fecha essa porta, e o mundo entra em pânico.
As refinarias até têm estoque, os contratos levam algum tempo pra vencer. Esse processo ainda não chegou por completo ao consumidor.
Ou seja: o que a gente tá sentindo agora na bomba é só o começo.
Se o conflito continuar por mais dois, três meses com essa intensidade, a pressão por reajustes vai ficar insuportável.

A gasolina média no Brasil já tá em seis reais e quarenta e seis.

O diesel bateu seis reais e oitenta em algumas regiões. Já tem lugar com diesel a oito reais o litro.


Oito reais. A propósito, quanto tá aí na sua cidade? Escreve pra gente o valor e onde você mora.
O GOVERNO SE SEGURA. O QUANTO DÁ
Agora, o governo tá fazendo o quê? Tá desesperando, tentando fazer bastante coisa, na verdade. Mas a pergunta é: por quanto tempo dá pra segurar?

O governo zerou os impostos federais sobre o diesel. PIS e Cofins zerados. Subsídio para produtores e importadores de diesel.

No total, o pacote prevê uma redução de 64 centavos por litro na saída da refinaria. Claro, com impostos sendo criados para os exportadores. E será que funcionou?
Not.

Apenas um dia depois do governo anunciar esse pacote, a Petrobras reajustou o diesel em 11,6 por cento,

o que significou 38 centavos a mais por litro nas distribuidoras.
Ou seja, boa parte do alívio que o governo deu com uma mão, a Petrobras tirou com a outra. É porque a defasagem entre o preço interno e o preço internacional tá absurda.

O Goldman Sachs diz que a Petrobras tava vendendo diesel 35% abaixo da referência internacional. Isso no dia 10.
Ou seja, se a estatal não reajustar, os importadores simplesmente param de trazer diesel pro Brasil, e aí o problema vira desabastecimento. Não entende essa lógica? No final eu vou te recomendar um vídeo onde eu explico os preços dos combustíveis no brasil, fica aí.
Mas e os caminhoneiros? Eu diria que esse é o termômetro mais sensível da crise.

O diesel representa 35% do custo de frete das transportadoras.

Tirando minério e transporte de combustível, 85% das cargas no Brasil viajam de caminhão, que claro, usa diesel.

E ele acumulou alta de quase 19% desde o começo do conflito.
As lideranças dos caminhoneiros dizem que a dor de cabeça é a mesma de oito anos atrás, lembra?

A greve histórica de 2018 que parou o Brasil por dez dias.
Naquela época, faltou comida, remédio, combustível.
- E agora pode acontecer de novo, e é tudo o que o governo quer evitar, principalmente em ano eleitoral. O governo estima gastar trinta bilhões de reais em subsídios até o fim do ano. Trinta bilhões. E mesmo assim, a categoria avisa que pode cruzar os braços se as medidas não chegarem de verdade na ponta.
2) Hoje saiu uma decisão, de que não vai ter greve. Pelo menos por enquanto.
3) E hoje a decisão pegou o governo de calça curta, com a greve sendo anunciada sim senhor.
A VINGANÇA DOS ELÉTRICOS
Mas me diz uma coisa. Você lembra quando todo mundo dizia que carro elétrico era dor de cabeça, que desvalorizava demais, que ninguém ia querer comprar um usado?
Pois é. Issso ANTES da guerra né? Da gasolina bombando, com o perdão do trocadilho.
Acompanha o raciocínio aqui, porque pode ajudar na sua decisão de comprar um carro, elétrico ou não, e até do valor do seu carro seminovo.

Aquele carro elétrico que “ninguém queria” tá sendo vendido em menos de quarenta dias nos lotes de seminovo. Quarenta dias.

Enquanto um carro a combustão fica parado cinquenta e três dias esperando comprador.
E é exatamente aqui que entra a grande virada dos carros elétricos: a revenda.
Porque o maior argumento contra o carro elétrico sempre foi esse. “Ah, mas desvaloriza demais, ninguém quer comprar usado”.
Pois bem, em janeiro de 2026, os carros elétricos seminovos passaram os carros flex, diesel e híbridos em velocidade de revenda pela primeira vez na história.
E sabe quem tá comprando? Motoristas de aplicativo. Frotistas. E amadores como a gente também: gente que roda muito e fez a conta:

com o custo por quilômetro muito menor, o elétrico virou a ferramenta de trabalho mais inteligente do mercado.

A BYD virou líder absoluta de vendas de elétricos no Brasil, vendeu mais de cem mil unidades em 2025, e os modelos usados dela, como o Dolphin e o Song Plus,

aparecem na faixa de cento e quinze a cento e sessenta mil reais com alta liquidez. Ou seja, o mito da desvalorização está caindo por terra diante dos nossos olhos.

Os eletrificados já representam catorze por cento de todas as vendas de carros novos no país.

Dois anos atrás, eram sete por cento.

A previsão é fechar o ano com mais de duzentos e oitenta mil unidades vendidas. E o mais impressionante: esse crescimento é descrito como orgânico,

não depende de ciclos de subsídio do governo, diferente do que acontece em países como a Itália.
O CENÁRIO FUTURO: QUANTO TEMPO PRECISA A GUERRA DURAR?
Agora, vamos ao cenário que eu quero que você pense junto comigo. Se esse conflito durar mais sessenta, noventa dias nessa intensidade, aquele colchão de estoque das refinarias acaba.
Os contratos novos vão chegar com petróleo mais caro. A Petrobras vai ser forçada a novos reajustes. A gasolina pode subir mais ainda, e já tem muito lugar batendo 7 por aí.

O diesel também, mesma coisa.
E aí acontece o efeito cascata: frete mais caro, alimento mais caro, inflação subindo, juros sem cair. O Banco Central, que antes do conflito sinalizava cortes de meio ponto na Selic, já recuou: caiu 0,25% ontem só, como a gente falou nesse vídeo aqui.
Nesse cenário, a equação do carro elétrico muda completamente. Quanto mais cara a gasolina, mais vantajoso o elétrico fica.
E quando a vantagem fica gritante, o que acontece? A demanda por elétricos dispara. E quando a demanda dispara, você já sabe: o valor de revenda se sustenta ou até sobe.
É economia básica: mais gente querendo comprar, menos carros disponíveis, preço sobe, ou pelo menos não cai tanto.
Ou seja: o argumento da desvalorização, que já tá enfraquecendo com os dados de antes da guerra, pode simplesmente deixar de existir se a crise do petróleo persistir.
E AGORA, O QUE FAZER?
Então, o que você pode fazer agora? Primeiro: fazer conta. Se você roda mais de cinquenta quilômetros por dia, principalmente em cidade, e tem onde carregar, o carro elétrico pode se pagar em três anos só com a economia de combustível e manutenção.
E com a gasolina subindo, esse prazo encurta. E dá uma olhada também no mercado de seminovos. Já tem elétricos usados bem interessantes, até por menos de oitenta mil. Tem alguns muito bons, ainda com a garantia do fabricante.

O Brasil já tem mais de dezesseis mil pontos de recarga e deve chegar a vinte e cinco mil até o final de 2026. O medo de ficar na mão está diminuindo rápido.
Mas a guerra no Oriente Médio expôs a fragilidade brutal de uma economia que depende de petróleo. Aliás, foi por isso que a China decidiu investir nos elétricos, porque ela é uma importadora de petróleo. No final das contas a gente também é, exportamos petroleo mas dependemos da importação dos derivados.
Os subsídios do governo são curativos temporários que custam bilhões e não resolvem a raiz do problema. Os caminhoneiros sabem disso. O consumidor na bomba sabe disso.
E o mercado já respondeu: as vendas de elétricos cresceram, a revenda acelerou, e novas fábricas estão chegando.
E você, é do time dos elétricos ou da combustão? Escreve aí

