Skip links

O Bitcoin está acabando (e o Brasil pode entrar nessa briga)

ROTEIRO — O Bitcoin Está Acabando (E o Brasil Pode Entrar Nessa Briga)

Imagina que você quer garantir o seu ingresso para o show mais disputado do planeta. São 21 milhões só. Tá bom, né?

Mas aconteceque aqui na terra tem mais de 8 bilhões de pessoas. 

Fazendo a conta, só 0,26% da população mundial poderia ter um ingresso. 

Menos de 3 pessoas a cada mil. 

E o ingresso de número 20 milhão acabou de ser distribuído. O que sobrou pra ser liberado representa 0,012% da população do planeta. E o mais insano: esses últimos ingressos vão demorar mais de 100 anos pra serem liberados.

É exatamente isso que tá acontecendo com o Bitcoin agora. E se você acha que isso não te afeta, eu te garanto: afeta. E muito. Fica comigo que eu vou te explicar tudo.

——

Lembrando pra você que tem perfil, que quer molhar o pezinho no universo cripto, comprar seus primeiros BTC, tem 20% de desconto nas taxas no link do primeiro comentário, beleza?

Porque essa semana o Bitcoin bateu um marco incrível: o vigésimo milionésimo Bitcoin foi minerado. 

Isso significa que 95% de todos os Bitcoins que vão existir no universo já estão circulando por aí. 

Quer dizer, circulando é modo de falar:

Porque tem  mais escassez ainda: sabe os 20 milhões que já existem? Então, muitos nem existem mais. Estima-se que entre 3,7 e 7,8 milhões estão perdidos pra sempre. 

Isso mesmo, pra sempre. Gente que esqueceu senha, jogou HD fora, morreu sem passar a chave de acesso pra ninguém. 

Por exemplo, esse cara aqui: o James Howells.Em 2013 o cara jogou no lixo um HD com 7.500 Bitcoins.

O cara tava tentando até hoje uma autorização pra escavar o aterro sanitário da cidade dele, e nunca conseguiu.

Mas agora jogou a toalha e disse que não vai continuar buscando.

A Chainalysis, que é uma das maiores empresas de análise de blockchain do mundo, diz que quase 20% de todo o Bitcoin minerado está preso em carteiras que ninguém consegue acessar. 

Então quando a gente fala que só falta 1 milhão de Bitcoins pra serem criados, a escassez real é muito maior do que parece.

Mas peraí, como assim “minerar” Bitcoin? Deixa eu explicar de um jeito simples. 

Pensa na mineração de ouro. Você precisa de equipamento, energia e trabalho pra tirar ouro da terra, certo? Com o Bitcoin é parecido, só que digital. 

Milhares de computadores superpoderosos ao redor do mundo ficam competindo pra resolver problemas matemáticos complexos. 

Quem resolve primeiro ganha o direito de registrar as transações mais recentes na rede e recebe uma recompensa em Bitcoins novos. É assim que novos Bitcoins entram em circulação. 

Só que diferente do ouro, que a gente não sabe exatamente quanto tem no planeta, o Bitcoin tem um limite definido desde o dia em que foi criado em 2008 pelo misterioso Satoshi Nakamoto: 21 milhões de unidades. 

Nunca vai existir a unidade 21 milhões e um. É uma regra gravada no código, impossível de mudar.

E aqui entra uma das sacadas mais geniais do protocolo do Bitcoin: o halving (ou ré vim). A cada quatro anos, mais ou menos, a recompensa que os mineradores recebem por resolver aquele problema matemático cai pela metade. No comecinho, lá em 2009, a recompensa era de 50 Bitcoins por bloco. 

Hoje, depois de vários halvings, a recompensa caiu pra 3,125 Bitcoins. Ou seja, cada vez menos moedas novas entram no mercado. É por isso que 95% dos Bitcoins foram minerados relativamente rápido, mas os 5% restantes vão levar mais de um século. 

A previsão é que o último Bitcoin só seja minerado por volta do ano de 2140. Talvez você e eu já não vamos estar aqui pra ver isso acontecer.

E quando todos os Bitcoins forem minerados, o que acontece? Os mineradores param? Não. Porque além da recompensa em Bitcoins novos, os mineradores também recebem as taxas que as pessoas pagam pra fazer transações na rede. Com o tempo, essas taxas vão se tornar a principal fonte de renda dos mineradores. A rede continua funcionando normalmente.

Agora, presta atenção nesse ponto que é fundamental: enquanto o Bitcoin fica cada vez mais escasso, o dinheiro tradicional, o real, o dólar, o euro, esses podem ser impressos à vontade pelos bancos centrais. Quando um governo precisa de mais dinheiro, ele simplesmente cria mais. E quando tem mais dinheiro circulando, cada unidade vale menos. Isso se chama inflação. O Bitcoin funciona ao contrário. A oferta nova é cada vez menor. Isso cria uma dinâmica de escassez programada que, em tese, tende a valorizar o ativo ao longo do tempo.

E o mercado tá mostrando que acredita nisso. Mesmo com o Bitcoin tendo caído bastante recentemente, uma pesquisa da Oobit com mais de mil investidores de cripto mostrou que 85% deles não venderam nada durante a queda. 

85% não alfaceou. Não vendeu. 

Quase três quartos disseram que segurariam suas posições mesmo se o preço caísse ainda mais. E 66% acreditam que o Bitcoin vai bater uma nova máxima histórica em breve. 

E mais: 25% dos entrevistados aproveitaram a queda pra comprar mais. Ou seja, o chamado “sangue frio” do investidor de cripto não é só papo.

E sabe o que torna isso tudo ainda mais interessante? O Brasil pode estar prestes a entrar nesse jogo de um jeito que pouca gente esperava. 

Nesta semana, a Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados tem na pauta a votação do Projeto de Lei 4.501 de 2024, que cria a chamada RESBit, a Reserva Estratégica Soberana de Bitcoins. 

Basicamente, o projeto propõe que o governo federal comece a comprar Bitcoin de forma gradual, limitado a 5% das reservas internacionais do país, 

e que esses Bitcoins sejam geridos pelo Banco Central em conjunto com o Ministério da Fazenda. 

O autor do projeto é o deputado Eros Biondini,aqui de minas, e o relator, deputado Luiz Gastão, já apresentou parecer favorável. 

O texto substitutivo inclusive propõe algo ousado: a isenção de Imposto de Renda sobre ganhos com compra e venda de Bitcoin e a possibilidade de pagar impostos federais usando a criptomoeda.

Isso não surgiu do nada. Em março de 2025, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva criando a Reserva Estratégica de Bitcoin dos Estados Unidos, reunindo bilhões de dólares em Bitcoins apreendidos pelo governo. Ou seja, o governo que achava no começo uma moeda quase que ilegal, pegou o ouro pra ele. É ruim, você não pode mexer com isso daqui. Deixa comigo que eu cuido.

El Salvador já faz isso desde 2021, comprando um Bitcoin por dia e acumulando lucro milionário com a valorização. O chefe de gabinete do vice-presidente Geraldo Alckmin chegou a declarar publicamente que criar uma reserva de Bitcoin é de interesse público e será determinante para a prosperidade econômica do país. 

E o mais impressionante: o Brasil já é potência em cripto sem perceber. Uma pesquisa do Instituto Locomotiva, encomendada pela Binance, mostrou que 42% dos brasileiros já investem em criptoativos. Esse número é igual ao de fundos de investimento e maior que o de ações, que fica em 41%. 

A consultoria Triple-A coloca o Brasil na sexta posição mundial em adoção de criptomoedas. O Banco Central reportou um fluxo de 6,4 bilhões de dólares pra exchanges estrangeiras só em 2024.

Então vamos juntar as peças. De um lado, um ativo que tem um limite absoluto de 21 milhões de unidades, do qual 95% já foi minerado e milhões estão perdidos pra sempre. 

Do outro lado, governos do mundo inteiro começando a tratar esse ativo como reserva estratégica, da mesma forma que tratam o ouro. E no meio disso tudo, um projeto de lei no Brasil que pode mudar completamente a relação do país com o Bitcoin. Isso tudo tá acontecendo agora, enquando o bonde do BTC volta pra pegar mais gente no caminho, com preços lá em baixo.

E aí vem a pergunta que não quer calar: o que isso significa pra você? Primeiro, entenda que não existe conselho financeiro aqui. O que existe é informação. 

E a informação é a seguinte: a escassez do Bitcoin é programada, previsível e irreversível. A comunidade cripto já criou até um termo pra quem tem pelo menos 1 Bitcoin inteiro: wholecoiner. 

Isso porque, com o tempo, ter uma unidade completa de Bitcoin pode se tornar algo cada vez mais raro e difícil.

Se você nunca estudou sobre Bitcoin, esse é um bom momento pra começar. Não pra sair comprando desesperadamente, mas pra entender o que está acontecendo. Leia, pesquise, compare fontes.  Comece devagar, não vai colocar muito dinheiro em nada de renda variável, senão você fica frágil.

Entenda o que é blockchain, o que é halving, o que é uma carteira digital, o que é chave privada. E principalmente, se você já tem criptomoedas, cuide da segurança das suas chaves como se fosse a coisa mais importante da sua vida financeira. 

Porque, como a gente viu, milhões de Bitcoins foram perdidos por puro descuido. Não deixe a sua história virar mais um caso triste de HD no lixo.

E novamente, comprar mais barato, com 20% de desconto pra sempre nas taxas, é só no link do primeiro comentário. Só vale pra você que tá abrindo a sua conta na Binance agora, tá, que é a maior empresa cripto do mundo.

Bom, o Bitcoin de número 20 milhões já nasceu. Os próximos vão demorar décadas. E o mundo tá correndo pra garantir a sua fatia antes que acabe. A pergunta é: de que lado você quer ficar, de dentro ou de fora?

Oportunidade ou não é pra você? Comenta aqui.

Leave a comment

Nosso site utiliza cookies para aprimorar a sua navegação